Viagem

Como foi viajar pra Europa? – parte II

(Clique nas fotos pra vê-las em tamanho grande)

Depois de todos os lugares lindos que eu visitei sem expectativa alguma (explico melhor na parte I), chegou a hora de falar das cidades que eu mais queria conhecer e cujas expectativas eram as maiores possíveis: Veneza, Paris e Roma. Em ordem crescente de vontade e expectativa =D Eu também conheci Florença, mas ela não tá na lista porque eu só passei uma noite, então não deu pra sentir a vibe do lugar, nem conhecer nada que me chamasse muito a atenção. Só algumas coisas/pessoas, mas isso nem é assunto pra esse post. hahah Vale listar que Florença é a cidade daquelas casas construídas em cima das pontes, sabe como? E que é bem charmosa e encantadora, especialmente pra caminhar à noite. Enfim, vamo conhecer Veneza, Roma e Paris? =P

Primeiro, a cidade, dentre as três, que eu menos queria conhecer: Veneza. Não é por nada, mas dizem que Veneza é a cidade mais romântica do mundo e tal e como eu sou um cara solteiro, não estava no clima de romance. Achei que não ia curtir muito a coisa toda. No começo, realmente me decepcionei um pouquinho: as pontes, canais e gôndolas não me pareceram tão bonitos quanto eu tinha imaginado. Mas, depois de andar boa parte de Veneza, chegamos a Piazza di San Marco, que é essa aí da foto. Chegamos bem na hora do pôr-do-sol, imagina! Sentamos perto do cais e ficamos ouvindo música até o sol desaparecer, ou melhor, até expulsarem a gente. =D (A realidade é bem menos poética hahah) Enfim, no meio daquele pôr-do-sol e ouvindo a voz de Tulipa Ruiz, nessa música, acho que eu consegui apreender Veneza em si. Quando a gente se levantou e foi andando, procurando o Rialto, a letra da música de Tulipa – que se chama “Efêmera” – ficou na minha cabeça e me lembrou uma outra bem nada a ver, do meu querido Bruce Springsteen: Devils and Dust. Acho que eu lembrei dela porque efemeridade sempre me lembra vento, poeira, coisas assim. E a música de Bruce me traz à mente justamente essa imagem: vento, poeira, pôr-do-sol, efemeridade e Veneza, por que não? =~

Agora, a cidade mais famosa do mundo: Paris. Impossível não chegar ali com uma idéia pré-concebida: torre Eiffel, bistrôs, Arco do Triunfo, Notre Dame, charme, elegância e tal. Todo mundo, mesmo antes de conhecer, pensa que Paris é a cidade mais charmosa do mundo. Pois bem, depois de pegar uns sete trens, saindo de Haia (Holanda) até chegar na Gare du Nord, em Paris, eu cheguei a duvidar um pouco disso. A periferia da cidade, que vimos pela janela do trem, é bem feinha e a própria área da Gare du Nord é meio bad vibe, uma muvuca danada, mil pessoas indo e vindo. Enfim, charme zero. #burguesinho #iludido Mas, depois de sairmos da estação pra ir pro nosso primeiro albergue parisiense, a paisagem começou a mudar e tudo foi ficando mais interessante. Nosso albergue era em Montmartre, num “bairro” mais alternativo e meio afastado do centro da cidade. Próximo a ele ficam a Sacre-Coeur, o Moulin Rouge e a Pigalle. Em um dos dias lá em Montmartre, eu acordei mais cedo que o povo e fui andando do albergue até a Sacre-Coeur pra conhecê-la pela manhã, já que só a tinha visto à noite, no dia anterior. Na volta pro albergue, eu me perdi. (Minha cara hahah) E fui fazendo um caminho diferente, por umas ruelas estreitas, mas bem bonitas. Livrarias cheias de exemplares antigos, pequenos cafés nas esquinas, tudo bem pequeno e encantador. Achei, inclusive, duas praças bem interessantes: uma em homenagem a Dalida (uma cantora massa, que você devia conhecer) e outra com a estátua de um casal apaixonado: quer coisa mais Paris que isso? Enfim, andar por Montmartre foi minha primeira experiência de verdade com Paris e, dia a dia, eu fui tendo mais e mais experiências: andar de barco no rio Sena, caminhar ao largo dele, olhando as pontes, visitar o Louvre, Notre-Dame, encontrar patisseries escondidas pra comer coisas de chocolate. Tudo isso foi me aproximando da cidade, de modo che: sono innamorato haha Em Paris, até me vieram à mente algumas músicas francesas, como Pour un Infidèle, de banda canadense Coeur de Pirate e Hier Encore, a minha favorita de Aznavour, mas nenhuma delas definia a cidade pra mim. Mas eis que, no nosso terceiro albergue, estamos nós de 5 da manhã esperando a hora dos metrôs abrirem pra pegamos o avião que nos levaria a Espanha, quando a recepcionista do lugar colocou um CD pra tocar. “The Soul of a Bell”, do William Bell. Nunca tinha ouvido falar, mas todas as músicas eram ótimas. Dentre elas, uma em especial me chamou a atenção. I’ve Been Loving You Too Long, escrita por Otis Redding. A versão de William que eu linkei aí em cima é ótima, mas pra mim a de Otis é melhor. No momento em que ouvi essa música, eu achei a cara da minha Paris. Digo “minha” porque tem uma lenda de que essa cidade é única pra cada pessoa que a visita. Pois bem, a minha Paris tem o céu azul sem lua, é fria e dança ao som de Otis Redding.

Por fim, a última cidade, a minha preferida de todos os tempos… Roma. Na verdade não é nem Roma apenas, mas toda a Itália. Senti necessidade de individualizar Veneza, já que ela tem características bem próprias, mas Roma – nesse post, e para mim – representa toda a Itália, de Nápoles a Milão. Pois bem, amo a Itália por diversas razões: a culinária, as paisagens, as pessoas mas, acima de tudo, por causa do idioma! Quem me conhece ao menos um pouco sabe que eu sou apaixonado por italiano, acho a sonoridade linda e a escrita mais linda ainda. Inclusive tendo a gostar de músicas em italiano sem nem ao menos conhecê-las. E, de fato, conheço muitas músicas em italiano: algumas da época da infância (como as cantadas por Laura Pausini), outras cantadas por brasileiros (como as daquele CD de Renato Russo, o “Equilíbrio Distante”) e alguns amores recentes, como é o caso de Chiara Civello. Conhecendo tanta gente, de tanta época diferente, ficou meio difícil selecionar alguma canção que definisse Roma (e a Itália em si) pra mim. Me senti um pouco tentado a escolher alguma das músicas feel good de Chiara que venho ouvindo muito esses dias, como Dimmi Perché, mas a vibe dessas músicas não combinava com tudo o que eu estava vendo e vivendo em Roma. Mas aí me lembrei de uma música cantada por Pavarotti chamada ‘O Surdato ‘Nnammurato que é tipo uma marchinha de carnaval, só que em italiano. É bem alegrinha e a cara da Itália, mas o problema dessa versão é que ela une Pavarotti, The Corrs (sdds anos 90, quem lembra?) e um coral de um milhão de criancinhas, ou seja, é barulhenta demais, o que destoa um pouco da música em si. Procurando outras versões na internet, achei essa aqui, de Massimo Ranieri. Nunca nem ouvi falar do cara, mas o cover dele ficou ótimo: alegre na medida certa e a cara da Itália! Mas não resisti – acabei revolvendo mais o baú da memória e lembrei daquele CD todo em italiano da Zizi Possi – o “Per Amore” – que tem várias músicas lindas, dentre elas, minhas favoritas Vurria e Lacreme Napulitane, ambas juntas por Zizi numa faixa só. As duas músicas falam de Nápoles – outra cidade italiana – mas, na minha mente incoerente, eu só ouvia essas músicas enquanto me encantava com o pôr-do-sol na Villa Borghese, que tá nessa foto aí em cima.

Por fim, eu posso reiterar o clichê e dizer que é sempre ruim pôr expectativas demais em algo ou em alguém, como eu coloquei em Roma. Só que, como toda regra tem exceção (outro clichê), eu acabei me encantando com a cidade, a despeito de toda expectativa. Cada rua, cada ruína, as pessoas, O SORVETE (QUE TEM QUE SER PATRIMÔNIO INTERNACIONAL, SÉRIO), sem falar na comida de modo geral, né? (tirando a pizza barata do primeiro dia). Mas o melhor, com certeza, foi ouvir esse idioma lindo pelas ruas. Ahhh, o italiano. <3


Posso dizer, ao final de todas essas linhas, que essa minha viagem rendeu pra mim bem mais que dois posts. Ficou em mim, sabe? Espero ter compartilhado direito parte das descobertas e alegrias que a Europa me trouxe, e que venham mais viagens! E mais posts!

Pra quem chegou até aqui, mais algumas fotos e um até logo.

Eric

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Como foi viajar pra Europa? – parte I

Hoje, olhando meus arquivos antigos, redescobri 2 Gb de pura nostalgia: as fotos da minha primeira (e única, até agora) viagem internacional. Foi um mochilão que eu fiz na Europa, junto com meus amigos da faculdade, nos idos de 2010/2011. Junto com as imagens, achei também um texto emocionado que eu escrevi sobre a experiência, dias depois de voltar pro Brasil. Resolvi dividir com vocês (quase) sem cortes, em duas partes. Uma sai hoje, a outra amanhã.

Com vocês, o glorioso eu, aos vinte aninhos de puro sonho, sangue e América do sul.

(Clique nas fotos pra ver em tamanho maior)


Eu acredito na teoria de que certos lugares podem mudar uma pessoa. Na verdade, não o lugar em si, mas a experiência de ouvir músicas diferentes, de decorar rostos novos. Sair do lugar de conforto é bom, mas melhor ainda é voltar pra ele com outras idéias, com histórias pra contar, cheio de experiências, cheio de vida. Eu me sinto meio assim depois desses míseros vinte dias longe do meu idioma e do meu povo. =~ Por mim, eu tinha passado mais 20, pra conhecer melhor cada cantinho que eu visitei e percorrer as ruas sem me preocupar com a hora do trem/ônibus/avião. Mas a saudade apertou (e o dinheiro acabou! hahah). O fato é: cá estou eu de novo. Mas, como disse, a gente volta com algumas coisas novas na bagagem: coisas que a gente não encontra no freeshop, mas numa ruazinha de Montmartre ou no meio do vento frio de Haia. Enfim, eu poderia passar um dia inteiro falando de cada lugar que eu conheci, mas prefiro fazer algo diferente: uma playlist especial, com músicas que me lembram cada uma das cidades que eu visitei. So… Andiamo. – (tudo o que tá sublinhado é link)

Comecemos, então, pela primeira cidade que eu conheci: Londres. Rapaz, confesso que, antes de ir, eu achava que não ia gostar muito de Londres. Na minha cabeça, ela parecia agitada demais e cheia de pessoas frias: duas características que, definitivamente, não têm nada a ver comigo. Mas nem foi assim. Eu conheci Londres em pleno natal, em meio a um friozinho bom e a parques enormes, cheios de árvores sem folhas. As casas iguais, a temperatura agradável e os parques lindos só me acalmaram e me deixaram encantado com essa cidade. Impossível andar em um lugar desses e não lembrar da voz de Elton John cantando “Your Song“. Achei muita paz nessa música e nos parques dessa cidade. Ora, Eric, mas e os pubs e boates e a vida noturna, cadê? hahah É… Londres não é só calmaria, e esse lado mais londrino da própria Londres me lembra muito “Move Along”, de uma banda norte-americana chamada The All-American Rejects. Sim, escolhi uma banda americana. A Inglaterra quase nem tem bandas de rock famosas, né? (BEATLES, OI? haha) Mais incoerente impossível. Mas um dos bordões dessa minha viagem foi “As pessoas não são coerentes”. Isso mesmo, nem as pessoas, nem eu.

Eis que depois de uma penosa e cara travessia, chegamos à Holanda, mais precisamente à Den Haag, ou melhor, Haia. Nossa intenção era pernoitar nessa cidade vizinha pra conhecer Amsterdam sem ter que perder perder mil euros em hospedagem. E, se desse, ainda conheceríamos a parte histórica de Haia e outra cidade chamada Leiden. Pois bem, devido a mil vicissitudes e alguns desencontros, conhecemos Amsterdam em um só dia e não vimos a cor da parte mais famosa de Haia: o centro. Ficamos, na verdade, numa zona bem mais afastada da área central, mas pertíssimo do mar – do nosso albergue até a praia eram cinco minutos de caminhada. Mas o albergue era tão bom, as pessoas eram tão gentis e a área onde estávamos era tão charmosa que acabou valendo à pena. Andar pela areia da praia, no meio de um vento frio nível Twister, só me fez lembrar de “Goodbye Yellow Brick Road“, composta por Elton John, mas interpretada muito bem por Keane. Apesar da original sempre ter me parecido melhor, a vibe da versão que Keane fez tem tudo a ver com as ruas da Haia em que eu fiquei. À noite, tudo meio silencioso e vazio, mas cheio de vento.

Depois da Holanda, veio Paris (falo dela na segunda parte desse post) e, saindo das terras francesas, chegamos no Barajas, em Madrid. De lá, fomos pra Salamanca no mesmo dia. Mais uma grata surpresa! Essa cidadezinha espanhola tem duas partes: uma histórica e toda de pedra, onde fica a faculdade, e a “parte nova”. Nossa visita se deteve a essa parte antiga e não poderia ter sido melhor! Além de acharmos um combinado de três pratos delicioso (e por um preço ótimo), ainda conhecemos uma cidade quase medieval em dois dias COMPLETAMENTE ensolarados, em que não se via nenhuma nuvem no céu e quase ninguém pelas ruas. Assim que eu comecei a andar por Salamanca só me veio uma música na cabeça: “En que Estrella Estará”, de Nena Daconte. Amo música em espanhol e nem gosto das outras músicas de Nena, mas foi impossível não lembrar dessa andando por aquelas ruas. Aliás, outra grata surpresa em Salamanca foi que ouvi muitas das minhas bandas espanholas favoritas (dentre elas, Amaral <3) em lojas, no meio da rua, em todo canto! Quase que eu surto, né? hahah Probabilidade zero de ouvir isso no Brasil. =/

Saindo da cidade de pedra, a capital. Ei-la: Madri! =D Uma das cidades que eu mais queria conhecer, pela língua, pela cultura e… por essa música aqui hahah É, Madrid é meio suja e, em vários pontos, apresenta aquela balbúrdia típica de países subdesenvolvidos (#burguesinho #teamorecife <3). Falando sério agora: nem tudo é lindo em Madrid, mas Madrid é linda. E encantadora! O Prado, os prédios históricos, o palácio, o Parque del Retiro (incrível!), o templo egípcio. Tudo vibrante e cheio de vermelho por todos os lados.

Ainda deslumbrado, eis que no meio da Gran Vía me aparece num alto falante o cantor que eu menos esperaria ouvir no mundo: David Bisbal. Isso porque, na minha cabeça, ele nem era tão famoso assim e a música mais “conhecida” dele tocava anos atrás, tipo 2006. Ela é besta, gueba, mas eu amo. Poderia se chamar “Vergonha alheia”, mas o nome é “Quién me iba a decir”. Não clique nesse link! Enfim, adivinha que música tocou nesse dia, no meio da rua em Madrid? Pois é. Muito fera e inesperado =D Mas, depois de passar um dia inteiro na cidade, não foi bem David Bisbal que me veio à mente não. Pop/rock adolescente não combina com Madrid. Essa capital é tão impregnada de si mesma, de cultura, de espírito espanhol ou sei lá o quê que só me lembrei de Ella Baila Sola, uma dupla de música romântica, tipo sertaneja (risos). Mas sério, comendo paella e visitando os parques, quase consegui ver Marta e Marilia dedilhando o violão e cantando juntas minha favorita: “Quando los Sapos Bailen Flamenco”. (O título é uma expressão idiomática, tipo o nosso “nem que a vaca tussa”. No caso ela canta: você foi embora e eu sei que pensa em voltar algum dia… quando los sapos bailen flamenco. :# )

O roteiro inteiro da viagem foi o seguinte: Recife – Frankfurt – Londres – Haia/Amsterdam – Paris – Salamanca – Madrid – Roma – Florença – Veneza – ViennaFrankfurt – Recife. Como eu não conheci de verdade Frankfurt, ela foi só uma cidade-passagem, a última cidade que eu realmente conheci encerra o post de hoje: Vienna. Não poderia haver fechamento mais estonteante pra nossa viagem! Digo estonteante porque “linda” é um adjetivo simplório perto do palácio a céu aberto que é essa cidade. Você pode até pensar que eu tô exagerando, mas Vienna não tem só um ou dois palácios, mas um complexo deles, alguns aglomerados e outros pela ““periferia”” da cidade. Quando você entra em Vienna, é impossível não se sentir automaticamente transportado pra uma época diferente. Os prédios lindos, decorados com cobre e ouro parecem um lembrete constante de que ali viveu um império. Sabe uma impressão que eu tive vendo aquilo tudo? É como se alguém, pra se tornar imortal, tivesse construído essa cidade. E o mais incrível: conseguiu! Só que tem um paradoxo aí. Apesar de Vienna ser uma cidade imperial – histórica, portanto – cada prédio daquele tem um quê de imortalidade, de jovialidade. Pensando nisso, na hora me veio à mente “Forever Young”, de Alphaville. Tem tudo a ver com o que eu tava falando e com a cidade em si. É uma cidade velha, mas que vai ser jovem pra sempre, não vai morrer nunca.


Amanhã tem Paris, Roma e Veneza. Por ora, algumas fotos a mais e muita saudade.

Eric.

 

Especial VIAGEM – Suma

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Um dia a viagem acaba e a gente volta pra vida real

Fevereiro começou e, com ele, um desafio:

vamos tornar nossa realidade mais bonita, mais prazerosa?

Que a gente encontre pausas de leveza no nosso cotidiano de trabalho e estudo, e a que a vida possa ser mais doce em 2015! Posso dar um conselho? Deixa as malas pesadas no caminho e volta pra realidade sem nada nas mãos, com a cabeça cheia de felicidade.

O batente te espera, as obrigações não faltam, mas a gente tá aqui ;] e em 2015 vamos trazer muito mais amor pro teu cotidiano. Amor em forma de literatura, cinema e música.

Enquanto isso, que tal lembrar das viagens que o blog fez em janeiro?

Perdeu alguma coisa? Não se preocupa! Eu te conto pra onde a gente foi.


DESTINOS:

Lago Walden/EUA – ano novo começou, mas como faço pra fugir da minha vida?

Itália, 1327 – o mundo é melhor porque O Nome da Rosa existe

Itália, 1327 – se um dos seus personagens favoritos pudesse falar, o que ele diria?

Espanha – meu coração se perdeu nO Labirinto do Fauno

França – a Disney e sua obra de arte, o Corcunda de Notre Dame

O mundo – música boa fora do inglês, sim existe

Cidade de Deus – um dos filmes mais bonitos que o Brasil já fez

A estrada – música pra quem vai viajar de carro

✈

Viaja com a gente!

Destino de hoje: O mundo

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Mais uma segunda de trabalho ou de estudo, e você aí de mau humor

Que tal fazer uma coisa diferente? Vamo viajar? Melhor: vamo viajar pelo mundo! Eu sei, a fatura das compras de natal já chegou. Mas calma que é por conta da casa e tu não precisa nem se levantar de onde tá sentado. Anota aí o material necessário:

✈ um assento confortável

✈ fone de ouvido

✈ paciência – sim, paciência

imageedit_21_9761861957Uma das críticas mais recorrentes que eu recebo – especialmente dos meus amigos pernambucanidade indie – é: Eric, você não ouve música brasileira. Sim, confesso que é verdade. Sei que nossa música é muito rica e admiro vários dos artistas daqui, mas se você olhar o player do meu celular só vai encontrar artistas de fora. Música em espanhol, francês, italiano, hebraico (!) e sim, inglês. Claro que tem uma ou outra coisa em português – beijo, Alcione! – mas não são as que eu mais ouço no dia-a-dia.

Disse tudo isso pra te fazer um convite: aproveita essa segunda-feira chata pra se livrar dos teus preconceitos! Ah, odeio música em espanhol. | Francês soa tão estranho. | Não dá pra entender nada do que ele tá cantando.

Pega o restinho da tua paciência nesse início de semana e ouve as músicas daqui de baixo. Mesmo que tu não entenda a letra, mesmo que teu instinto peça… pelo amor de Deus… Jorge e Mateus.

Resista!

Vem viajar com a mente, conhecer coisa nova:

♜ Os Azeitonas – Anda Comigo Ver os Aviões

Sim, português de Portugal é praticamente outra língua. E não, nem tudo é fado ou música folclórica. Confesso que eu tinha um preconceitozinho com o sotaque deles – especialmente cantado – mas minha amiga Lara me apresentou essa música há uns anos e eu achei tão lindinha. Sabe aquela canção que combina com biscoito de polvilho e fim de tarde? É ela.

♝ Coeur de Pirate – Francis

Ainda no clima fofura, me diga: como não esboçar pelo menos um sorriso com a delicadeza de Francis? Piano, uma vozinha delicada e um francês rápido e felizinho que não podia sair da França. Coeur de Pirate é o nome artístico de Béatrice Martin – uma canadense, de Quebec – e a voz dela é tão singela quanto o nome que escolheu pra si.

♗ Dalida – Je Suis Malade

Sabe Lana del Rey? Adele? Amy Winehouse? O estilo de música que elas cantam pode não ser o mesmo, mas o jeitinho vintage, a maquiagem, o sofrimento colocado na interpretação: tudo isso elas têm em comum. E é impossível dar play nesse vídeo de Dalida e não reconhecer um pouco de cada uma das três. Só que – veja bem – Dalida cantava nos anos 70. Então ela não se inspirou nessas meninas, ela era a inspiração. E que inspiração!

Sei que vocês provavelmente vão estranhar esse jeito de cantar – muito formal – e a falta das firulas e superproduções de hoje em dia, mas ela não precisa disso. Dalida era daquela época em que pra ser cantor bastava pegar o microfone e pôr a alma pra fora.

O vídeo faz muito mais sentido se você sabe a letra da música. Vê um trecho do que ela tá cantando:

Não quero mais viver a minha vida, tudo parou quando você se foi. Eu não tenho mais vida. E a minha cama, ela se transformou num cais.

Sentiu?

♞ Amaral – Te Necesito

Você é daqueles que ouve qualquer música em espanhol e já diz: “parece Rebelde“? Por favor, pare. =p A gente sempre tem preconceito com alguma coisa e muita gente, muita mesmo, tem abusinho de música em espanhol. Difícil explicar por quê. Minha teoria é a de que esse preconceito – como muitos outros – vem da falta de conhecimento mesmo. Não conheço música boa em espanhol, logo: música nesse idioma não presta.

Deixa eu te mostrar que não é assim.

Amaral é uma banda espanhola de dois integrantes principais: Juan Aguirre (tocando mil instrumentos) e Eva Amaral (violão e voz). A voz de Eva é boa, as músicas são muito bem produzidas e as letras são incríveis. Definir estilo é difícil, mas o que eu garanto é que o rótulo de pop-rock é muito pequeno pra abarcar Amaral. De verdade. Tem muito de poesia e de mistério nas músicas deles. Deixa eu me expressar melhor: sabe toda a música pobre de hoje em dia? Eles são o oposto. Pode esperar mais posts sobre essa dupla aqui no blog!

♘ Orishas – Represent Cuba (+ Heather Headley)

Sentiu falta da latinidade e sensualidade do espanhol? Toma! Orishas é uma banda de Cuba ☭ e Heather é uma cantora de Trinidad e Tobago ☼, junta os dois e dá o que? Sensualidade, caribe, malemolência. Essa música é uma delícia, só por ela já vale assistir Dirty Dancing 2 – Noites de Havana (sim, eu assisti o 1 e o 2 – me julgue). É aquele tipo de música que não dá pra dançar sozinho, precisa de outra pessoa; não dá pra dançar afastado, precisa juntar mais um pouco; não dá…

♚ Chiara Civello – Otto Storie | Problemi

Não sei se acontece com vocês, mas italiano é aquela língua que eu ouço e já vou me arrepiando… E como a gente ainda tá na vibe sensualidade, resolvi usar Chiara como exemplo perfeito do que a Itália representa pra mim: prazer e drama.

Otto Storie é aquele tipo de música com percussão marcada, baixo forte e um ritmo que te envolve. Toda a cadência que o italiano permite tá executada nessa música, e perfeitamente.

Mas e quando o amor não dá certo? E quando a entrega do começo parece que só serviu pra te desiludir? Aí você põe um vestido apertado e desfila sua dor pela avenida, cantando Problemi. (Música, aliás, feita em parceria com Ana Carolina):

♙ Música Tradicional – Yerushalayim Shel Zahav

E pra quem duvidou que eu tinha uma música em hebraico no celular: há! Jerusalém de ouro é grandiosa demais, daquelas canções que você ouve e se sente arrepiar inteiro. Minha mãe me conta que, quando visitou Jerusalém, subiu num lugar alto, de onde dava pra ver a cidade quase toda. Assim que o grupo dela chegou lá, o guia começou a tocar essa música e foi impossível não se emocionar.



 ☁ Senhoras, senhores, desembarque no portão 6 ☁

Faltou muita coisa na lista, né? Eu sei. Até conheço mais algumas bandas em cada uma dessas línguas, mas tive que escolher só duas de cada senão o post ficava gigante.

E você, é do tipo que só ouve música em português/inglês ou já se aventurou por outras línguas também? Me conta.

Boa semana pra nós!

[Chega logo, sexta]

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Eric

Leia mais: Suécia, essa delícia!

Pelas ruas que andei

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Segunda semana de janeiro e cá estamos nós, prontos para embarcar em um roteiro inesquecível e emocionante. O nosso próximo especial mostrará viagens, histórias e aventuras por lugares maravilhosos, épicos ou não.

Vamos conhecer tudo sem sair do canto, mergulhando em um livro ou em um filme, ouvindo uma boa música e relaxando muito no sofá, na rede ou durante o percurso do ônibus. O portal é bem aqui, vamos logo! ;]

A propósito, ainda é tempo: feliz ano novo!

Eric e Neidinha