The Carpenters

Quem sou eu?

10948084_740908859326058_1293013230_o

Não sei se vocês já perceberam (risos), mas o Escrevo A|penas é um blog escrito em coautoria. Dois amigos escrevendo sobre música, cinema, literatura e, eventualmente (quase sempre), sobre a vida.

Na parte de cima do blog, tem uma aba chamada “sobre”. Clicando lá, você vai ler uma descrição curta e bem elaborada sobre cada um de nós, ilustrada por uma foto poética. (ao menos, foi essa a intenção) A idéia do post de hoje é ampliar aquela aba e contar pra vocês quem somos nós de verdade – Eu resolvi começar.

Oi, meu nome é Eric.

(mais…)

Anúncios

Todo carnaval tem seu fim

8493728391_73a0db6112_b

Tem coisa mais clichê que esse título? Difícil. Mas lide com isso.

Lide também com essa sensação pós-carnaval. Cadê a festa agora? Cadê os dias alegres, o descanso? Pois é, carnaval acabou e a rotina parece mais pesada do que nunca. Infelizmente (mesmo) não é sempre que a gente pode ter um fim-de-semana de cinco dias. ;/

Pensando nessa deprezinha pós-carnaval, a gente resolveu postar hoje uma lista muito especial: as 10 músicas mais tristes do mundo. Sim, nada de animação, hoje a barra vai ser pesada!

10) The National – Pink Rabbits

De todas, essa é a música mais hipster da lista. Eu nunca tinha ouvido falar sobre essa banda e muito menos dessa música; uma dia, um amigo meu twittou sobre ela, dizendo que era a música mais triste do mundo. Fui ouvir e, olha, ele tá certo. É uma delas. Começa logo com a voz desse cara que é assim… Parece que você tá entrando num outro mundo, sabe? Ela é grave e delicada ao mesmo tempo e a melodia segue a mesma ideia: combina a fragilidade do piano com a força da percussão, mais o reverb ao fundo. O efeito é sombrio, encantado. E a letra… uma paulada! Aliás, uma não, várias: “It wasn’t like a rain, it was more like a sea. I didn’t ask for this pain, it just came over me” (putz) | “I’m so surprised you want to dance with me now. I was just getting used to living life without you around” (chorando) | E o melhor, um dos versos mais incríveis do mundo: “You didn’t see me I was falling apart. I was a television version of a person with a broken heart.”

9) Sky Ferreira – Ghost

Sky eu já conheço há um ou dois anos. Acompanho o trabalho dela desde a incrível Everything is embarrassing e já ouvi os dois EPs (As if! e Ghost) e o cd, “Night time, my time”. Inclusive, ela apareceu no blog nesse post aqui. Mas sabe quando você ouve tantas vezes um disco que acaba enjoando das favoritas e começa a se apaixonar pelas “lado b”?

Aconteceu exatamente isso comigo: me apaixonei pelo EP Ghost (gosto mais dele que do cd, que veio depois) e ouvi à exaustão todas as músicas, só depois que enjoei de todas é que fui prestar mais atenção na faixa três do EP, que dá título a ele. E Ghost finalmente me tocou. Os acordes iniciais dão logo a dica de que… não tem solução. A letra fala de alguém que era importante e cuja presença era necessária, mas que, de repente, perdeu a consistência, se tornou um fantasma. “I loved you most and now you’re a ghost I walk right through.”

8) Elton JohnDaniel | I Guess That’s Why They Call It The Blues | My Father’s Gun

Já falei desse homem com muito carinho aqui, mas um post não é suficiente, dois não são, esse blog inteiro não seria. =~ Amo Elton demais, o jeito dele cantar, as letras, as melodias, tudo. Sou fã mesmo. Por isso tudo, não poderia deixar de citá-lo nessa minha lista, mas o problema é (sempre será) o seguinte: qual música escolher? Fiquei dividido entre três e resolvi citar todas. Me julgue.

Daniel fala de um amigo-irmão querido que se vai – sempre lembro do meu irmão quando ouço essa | I Guess… o próprio título já entrega tudo: é só uma música, mas também é o que se pode chamar de tristeza | My Father’s Gun fala de quando seu pai morre e você tem que começar a tocar a sua vida, sozinho.

As três são incríveis. Sei nem o que dizer mais… Clica em play aqui embaixo, por favor. ;]

7) Stênio Marcius – Alguém Como Eu

Um dos maiores problemas das músicas de louvor hoje em dia é o foco: os cantores tentam escrever coisas legais, instigantes e esquecem que a essência era pra ser outra, era pra ser simples. E “Alguém como eu” é justamente isso: essência. Mais do que problematizar a questão de como Jesus poderia ser homem e Deus ao mesmo tempo, a letra fala da amizade entre uma pessoa comum e alguém não tão comum assim.

Olha, tá pra nascer música mais delicada e mais tocante que essa. Chorei tanto da primeira vez em que ouvi que dava pra encher um balde.

6) Padre Zezinho – Utopia

Mantendo a vibe do número 5, não tem como não citar essa pessoa. Minha gente, esse padre acaba com o meu coração. As melodias são simples, a voz não é grande coisa, mas as letras… Gosto de várias dele, mas Utopia sem dúvida é a minha favorita. Ela é cheia de nostalgia – saudade mesmo – e fala daquela época em que os pais e filhos se sentavam ao redor de um rádio pra dividir as vidas uns com os outros. É o tipo de música que dá um aperto no peito e deixa a gente sentindo falta do que nunca viveu, sabe?

5) Roberto Carlos – Proposta

Me julgue mais uma vez: eu amo esse homem. A despeito de toda breguice e da pessoa bizarra que ele parece ser, o conjunto da obra de Roberto é precioso. Esqueça “Emoções”, “Esse cara sou eu” e o especial de fim-de-ano da Globo! Ouça Desabafo, Você não sabe, Cavalgada: vá além. Não deixe seu preconceito te impedir de conhecer coisas novas, coisas boas.

“Proposta” era uma música banal pra mim. Até eu voltar no banco de trás de um carro, com a cabeça encostada no ombro do meu ex-amor. Enquanto eu fingia dormir, essa música tocava e a letra soava alto pelas janelas abertas. “Eu te proponho nós nos amarmos, nos entregarmos. Nesse momento, tudo lá fora deixar ficar…” Que proposta ambiciosa a que eu tava fazendo! Ambiciosa demais pras minhas possibilidades naquele momento.

4) Bruce Springsteen – Stolen Car

Essa música é clássico Bruce: a história da nossa vida + voz + violão. Nessa aqui, a letra vai descrevendo a história de dois namorados, como eles se conheceram, se apaixonaram e acabaram se casando. Tem como não se cativar? Pois é. Aí vem o cara e diz: Then little by little we drifted from each other’s heart. PAM. Acabou-se. E Bruce passa as outras cinco estrofes falando das expectativas que os dois tinham e de como, uma por uma, elas foram substituídas por decepções. Te lembra alguma coisa?

3) Scott Matthew – Abandoned

Essa não precisa justificativa. Dá play e deixa a voz quebrada dessa pessoa acabar com teu coração.

2) Anthony and the Johnsons – Hope There’s Someone

Mencionei essa música aqui. Ela é cruel porque, no fim das contas, fala exatamente do que a gente espera da vida: que haja alguém. Alguém que tome conta do nosso coração e que seja bom pra encostar, quando a gente estiver cansado. É o tipo de música que se basta.

1) The Carpenters – Goodbye to Love

A minha música mais triste do mundo é também uma despedida. E, aqui, o adeus não se destina a alguém: é do amor que Karen se despede. Eu poderia falar mil coisas agora: como sou fã dessa banda, o quanto eles já falaram comigo, como nos identificamos… Resolvi não fazer nada disso. Vou só pedir uma coisa a você que resistiu até aqui: abre as janelas da tua casa, senta no chão e deixa essa música tocar.

Repara na suavidade da voz e no solo de guitarra. Repara na letra. Ou só ouve e pronto, porque esse é o tipo de música que entra pelo ouvido e vai direto pro coração.


Oi, você que resistiu a esse texto gigante! =]

Essa é a minha lista, as músicas que mais tocam o meu coração. Num ato de amor, dividi com você.

Agora, quero saber: quais são as tuas músicas mais tristes do mundo?

Feliz fim de carnaval!

Eric

imageedit_1_7563545197