Meu primeiro amor

Cinco filmes sobre mim

Olá, queridxs! Ontem Eric fez um post aqui no blog pra falar mais sobre ele e como as músicas serviram para mostrar a personalidade dele, assim como as pessoas que o influenciaram. Pessoas comuns, esta é a parte mais linda! Pois bem, hoje é o meu dia. Não sou muito ligada a música, poucas me emocionam e não sou a melhor crítica dessa linguagem por não saber interpretar com clareza. Por isso, fiquei em dúvida entre a literatura e cinema. Os livros me acompanham desde sempre. Minha mãe é daquelas que não mede esforços pra formar uma leitora, até hoje. Mas acredito que o cinema é o que me cativa mais… Talvez porque seja uma mídia que une literatura, teatro, música, fotografia e o que mais tiver de bom… Ou sabe-se lá o motivo. Escolhi cinco filmes que falam um pouco sobre mim: medos, sonhos, prazeres, amores e a minha própria história.

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Versão brasileira: Herbert Richers

Vada Sultenfuss é uma garota de 11 anos, que visitou várias vezes as nossas casas durante a sessão da tarde. Ela é a loirinha de olhos azuis que interpretou Meu Primeiro Amor e quanto a mim, pelo menos, me fez dar gargalhadas e derramar lágrimas em várias tardes na globo!

Vada é uma menina comum. Apaixonadinha pelo professor, esperta, engraçada e inocente, extremamente inocente. A mãe morreu quando era criança, o pai tem uma funerária. Vada tem muito medo da morte e pensa que tem as doenças que matam os “clientes” do seu pai. Ela convive com a morte todos os dias. Mas a vida ainda prova que ela não é capaz de se acostumar.

Eu gosto de assistir ao filme, porque me agrada a maneira como o amor de Vada (Anna Chlumsky) e Thomas (Macaulay Culkin) acontece: de maneira simples, sem muito glamour ou caixas de som, como a vida deve ser.

Eu gosto de filmes que me fazem experimentar sentimentos e este é um deles. Não considero como trágico ou totalmente dramático, porque ele fala de fases: Fase de saudade, como ela sente da mãe. Fase de ciúme, como ela sente quando o pai começa a namorar. Fase de paixão, quando ela faz de tudo pra ficar junto do professorzinho. Fase de amor, que é o que ela sente pelo seu amigo Thomas. Fase de dor, que é – tantas vezes – provocada pelo amor, quando Thomas se vai.

Se Vada não amasse, não sofreria tanto. Mas também não teria sido tão feliz, não teria uma história pra contar, nem muito menos seria capaz de emocionar as nossas tardes.

Eu gosto do jeito como a vida é tratada: como absolutamente onipotente diante de nós. Gosto de sentir a dor, de perceber que não somos nada e gosto mais ainda de acreditar que essa dor é só de mentirinha, só durante o filme.

Eu acho linda a maneira como o filme é contado, amo a simplicidade e o cheirinho de infância, principalmente quando ouvimos “Versão brasileira… Herbert Richers”! hahaha, quem nunca quis falar na frente do narrador?

E é pra isso que a gente te chama hoje: Pra gritar de novo “Herbert Richers”, pra sofrer de novo, ter medo de novo e amar de novo. Afinal, o tema é hoje é puro amor!

Neide Andrade

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