Amaral

Como superar? em 6 passos com Amaral

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Rompendo nosso silêncio de dois meses pra fazer uma enquete com vocês, daquelas de amigos em fim de festa, sabe?

Salão esvaziou, música baixinha tocando e a galera começa a falar sobre a vida. Familiar a cena? Nessa hora, sempre tem aquele mais afetado que levanta e faz uma pergunta aleatória. Hoje, sou eu. E a pergunta: no mundo, há dois tipos de pessoas, 1) as que superam o passado de boa, sacodem a poeira e dão a volta, etc e 2) aquelas que não superam, que se negam.

Adivinha em que grupo eu tô? (Risos) E você?

Mas, olha, trago hoje uma boa notícia: pode levar um ano, três, mais – a gente vai superar! #Oremos No caso de Amaral, porém, foram 19 anos, 7 CDs lançados e eles ainda estão tentando. Coragem! Aí você me pergunta: quem danado é Amaral? Pois bem, este post inteiro é pra te responder essa pergunta. (Ain, Eric, mas nunca ouvi falar… Eu sei! Confia em mim que vai valer a pena.) (mais…)

Viaja com a gente!

Destino de hoje: O mundo

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Mais uma segunda de trabalho ou de estudo, e você aí de mau humor

Que tal fazer uma coisa diferente? Vamo viajar? Melhor: vamo viajar pelo mundo! Eu sei, a fatura das compras de natal já chegou. Mas calma que é por conta da casa e tu não precisa nem se levantar de onde tá sentado. Anota aí o material necessário:

✈ um assento confortável

✈ fone de ouvido

✈ paciência – sim, paciência

imageedit_21_9761861957Uma das críticas mais recorrentes que eu recebo – especialmente dos meus amigos pernambucanidade indie – é: Eric, você não ouve música brasileira. Sim, confesso que é verdade. Sei que nossa música é muito rica e admiro vários dos artistas daqui, mas se você olhar o player do meu celular só vai encontrar artistas de fora. Música em espanhol, francês, italiano, hebraico (!) e sim, inglês. Claro que tem uma ou outra coisa em português – beijo, Alcione! – mas não são as que eu mais ouço no dia-a-dia.

Disse tudo isso pra te fazer um convite: aproveita essa segunda-feira chata pra se livrar dos teus preconceitos! Ah, odeio música em espanhol. | Francês soa tão estranho. | Não dá pra entender nada do que ele tá cantando.

Pega o restinho da tua paciência nesse início de semana e ouve as músicas daqui de baixo. Mesmo que tu não entenda a letra, mesmo que teu instinto peça… pelo amor de Deus… Jorge e Mateus.

Resista!

Vem viajar com a mente, conhecer coisa nova:

♜ Os Azeitonas – Anda Comigo Ver os Aviões

Sim, português de Portugal é praticamente outra língua. E não, nem tudo é fado ou música folclórica. Confesso que eu tinha um preconceitozinho com o sotaque deles – especialmente cantado – mas minha amiga Lara me apresentou essa música há uns anos e eu achei tão lindinha. Sabe aquela canção que combina com biscoito de polvilho e fim de tarde? É ela.

♝ Coeur de Pirate – Francis

Ainda no clima fofura, me diga: como não esboçar pelo menos um sorriso com a delicadeza de Francis? Piano, uma vozinha delicada e um francês rápido e felizinho que não podia sair da França. Coeur de Pirate é o nome artístico de Béatrice Martin – uma canadense, de Quebec – e a voz dela é tão singela quanto o nome que escolheu pra si.

♗ Dalida – Je Suis Malade

Sabe Lana del Rey? Adele? Amy Winehouse? O estilo de música que elas cantam pode não ser o mesmo, mas o jeitinho vintage, a maquiagem, o sofrimento colocado na interpretação: tudo isso elas têm em comum. E é impossível dar play nesse vídeo de Dalida e não reconhecer um pouco de cada uma das três. Só que – veja bem – Dalida cantava nos anos 70. Então ela não se inspirou nessas meninas, ela era a inspiração. E que inspiração!

Sei que vocês provavelmente vão estranhar esse jeito de cantar – muito formal – e a falta das firulas e superproduções de hoje em dia, mas ela não precisa disso. Dalida era daquela época em que pra ser cantor bastava pegar o microfone e pôr a alma pra fora.

O vídeo faz muito mais sentido se você sabe a letra da música. Vê um trecho do que ela tá cantando:

Não quero mais viver a minha vida, tudo parou quando você se foi. Eu não tenho mais vida. E a minha cama, ela se transformou num cais.

Sentiu?

♞ Amaral – Te Necesito

Você é daqueles que ouve qualquer música em espanhol e já diz: “parece Rebelde“? Por favor, pare. =p A gente sempre tem preconceito com alguma coisa e muita gente, muita mesmo, tem abusinho de música em espanhol. Difícil explicar por quê. Minha teoria é a de que esse preconceito – como muitos outros – vem da falta de conhecimento mesmo. Não conheço música boa em espanhol, logo: música nesse idioma não presta.

Deixa eu te mostrar que não é assim.

Amaral é uma banda espanhola de dois integrantes principais: Juan Aguirre (tocando mil instrumentos) e Eva Amaral (violão e voz). A voz de Eva é boa, as músicas são muito bem produzidas e as letras são incríveis. Definir estilo é difícil, mas o que eu garanto é que o rótulo de pop-rock é muito pequeno pra abarcar Amaral. De verdade. Tem muito de poesia e de mistério nas músicas deles. Deixa eu me expressar melhor: sabe toda a música pobre de hoje em dia? Eles são o oposto. Pode esperar mais posts sobre essa dupla aqui no blog!

♘ Orishas – Represent Cuba (+ Heather Headley)

Sentiu falta da latinidade e sensualidade do espanhol? Toma! Orishas é uma banda de Cuba ☭ e Heather é uma cantora de Trinidad e Tobago ☼, junta os dois e dá o que? Sensualidade, caribe, malemolência. Essa música é uma delícia, só por ela já vale assistir Dirty Dancing 2 – Noites de Havana (sim, eu assisti o 1 e o 2 – me julgue). É aquele tipo de música que não dá pra dançar sozinho, precisa de outra pessoa; não dá pra dançar afastado, precisa juntar mais um pouco; não dá…

♚ Chiara Civello – Otto Storie | Problemi

Não sei se acontece com vocês, mas italiano é aquela língua que eu ouço e já vou me arrepiando… E como a gente ainda tá na vibe sensualidade, resolvi usar Chiara como exemplo perfeito do que a Itália representa pra mim: prazer e drama.

Otto Storie é aquele tipo de música com percussão marcada, baixo forte e um ritmo que te envolve. Toda a cadência que o italiano permite tá executada nessa música, e perfeitamente.

Mas e quando o amor não dá certo? E quando a entrega do começo parece que só serviu pra te desiludir? Aí você põe um vestido apertado e desfila sua dor pela avenida, cantando Problemi. (Música, aliás, feita em parceria com Ana Carolina):

♙ Música Tradicional – Yerushalayim Shel Zahav

E pra quem duvidou que eu tinha uma música em hebraico no celular: há! Jerusalém de ouro é grandiosa demais, daquelas canções que você ouve e se sente arrepiar inteiro. Minha mãe me conta que, quando visitou Jerusalém, subiu num lugar alto, de onde dava pra ver a cidade quase toda. Assim que o grupo dela chegou lá, o guia começou a tocar essa música e foi impossível não se emocionar.



 ☁ Senhoras, senhores, desembarque no portão 6 ☁

Faltou muita coisa na lista, né? Eu sei. Até conheço mais algumas bandas em cada uma dessas línguas, mas tive que escolher só duas de cada senão o post ficava gigante.

E você, é do tipo que só ouve música em português/inglês ou já se aventurou por outras línguas também? Me conta.

Boa semana pra nós!

[Chega logo, sexta]

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Eric

Leia mais: Suécia, essa delícia!

Prainha indie

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A gente criou esse blog de tarde, no fim da tarde.
Finalmente um espaço em que a gente pudesse escrever livremente! Longe do academicismo do direito e da impessoalidade do jornalismo.
Queríamos ver cinema, literatura, música – tudo o que a gente ama – se misturando e interagindo entre si. Conseguimos!

Acabamos de montar layout e proposta do blog no fim do dia: o sol sumindo no céu e o mar de Recife castigando as pedras do calçadão. Ou pelo menos é assim que eu me lembro. Minha memória às vezes pode ser meio inverossímil.

De todo jeito, estamos aqui.

E pra começar da melhor maneira, a primeira playlist da Vitrola. (Dizem os editores que ela vai ser mensal, veremos)
O tema é Prainha indie – fim de tarde

É isso. Praia. Pôr-do-sol. Você sozinho.

Quer pensar na vida?
Só clicar aqui e dar play.

Eric